O que é a transferência de compulsão pós-bariátrica?

O que é a transferência de compulsão pós-bariátrica?

O paciente que irá passar pela cirurgia bariátrica deverá receber ajuda psicológica no pré e pós-operatório. É o psicólogo que poderá acompanhar o paciente para que este se sinta seguro e confiante, e consiga falar sobre suas expectativas quanto ao procedimento. É nesta etapa do pré-operatório que o profissional informará ao paciente a realidade da pós-bariátrica, incluindo a conscientização acerca da transferência de compulsão pós-bariátrica.

Após a realização da cirurgia, o acompanhamento deve continuar, pois a adaptação do paciente a sua nova realidade será intensa, e é importante que o profissional saiba sobre a autoestima, os sentimentos e a vida social de quem passou por esse procedimento. Como são muitas mudanças físicas, isso reflete no psicológico, pois, além do corpo, muda também a alimentação, a rotina, os hábitos e a visão que o paciente tem de si.

O período pós-cirúrgico pode causar muita confusão no paciente, principalmente pelo fato de a obesidade estar ligada à compulsão alimentar, e esse quadro não muda do dia para a noite. Um reflexo comum de pacientes que não continuam o acompanhamento psicológico é a transferência de compulsão pós-bariátrica, e nós vamos explicar em detalhes o que isso significa.

Como ocorre a transferência de compulsão pós-bariátrica?

A incidência de compulsão alimentar em pacientes que aguardam a cirurgia bariátrica é grande. A compulsão é uma doença e deve ser tratada dessa forma, com profissionais da área da psicologia bariátrica investigando cada caso e auxiliando o paciente.

Esse quadro faz com que o paciente coma mesmo sem sentir fome, ingerindo grandes quantidades de alimentos em pouco tempo. Com a cirurgia bariátrica,, isso não será mais possível, portanto a tendência é que o paciente que sofre de compulsão acabe transferindo isso para outra área de sua vida, como jogos, sexo, compras, álcool e drogas.

Essa transferência, em muitos casos, passa despercebida no início, principalmente porque o desejo de realizar o ato compulsivo é forte, e quando realizado proporciona prazer ao paciente. Como tudo em excesso prejudica, em pouco tempo a compulsão mostra a que veio e começa a interferir drasticamente na vida do paciente, causando prejuízos a sua saúde mental, financeira ou a qualquer outra área em que ocorra o ato compulsivo.

A compulsão alimentar deve ser tratada

A cirurgia não vai mudar a relação do paciente com a comida e isso é um fato que o indivíduo deverá compreender. O acompanhamento psicológico desde o início é a chave dessa mudança, principalmente para evitar a transferência de compulsão, para ajudar na aceitação do próprio corpo e para auxiliar na organização dos sentimentos e de outras questões relacionadas.

Saúde mental

A manutenção da saúde mental é imprescindível em todas as etapas da bariátrica, pois o corpo só consegue estar 100% apto para a cirurgia se a saúde mental também estiver boa. Se informe sempre, não tenha vergonha de questionar ao médico ou ao psicólogo, seja sincero ao extremo e exponha suas inseguranças e expectativas, pois todos os profissionais estarão disponíveis para ouvir e auxiliar o paciente da maneira que for mais benéfica para sua saúde.

Na Clínica Dr. Carlos Eduardo Canarim, clínica de cirurgia bariátrica no Rio de Janeiro, o acompanhamento é integral. Pois além do cirurgião, contamos com nutricionista, endocrinologista e com a psicóloga Camila que é especializada em obesidade e emagrecimento. A bariátrica muda a vida do paciente e cada caso merece a devida atenção. Entre em contato e tire suas dúvidas.

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