Doenças associadas ao transtorno da compulsão alimentar 

Doenças associadas ao transtorno da compulsão alimentar 

Doenças associadas ao transtorno da compulsão alimentar 

 

O transtorno da compulsão alimentar é basicamente a ingestão desenfreada de alimentos mesmo quando não sentimos fome, sendo completamente diferente de comer um pouco mais em festas ou no fim de semana. Neste texto blog, iremos elencar algumas doenças associadas. 

 

Nos sentimos melhores quando comemos

 

Quando comemos, a refeição nos traz a sensação de prazer e bem-estar, existe uma explicação científica para isso: muitos alimentos possuem nutrientes capazes de aumentar a produção de neurotransmissores, conhecidos como dopamina, serotonina, endorfina e ocitocina, sendo elas que nos causam essa mudança de humor. Entre os alimentos que nos causam este sentimento, estão: 

 

  • Chocolate
  • Frutos do mar
  • Mel
  • Banana
  • Proteínas em geral, como carne e ovos;

 

Bulimia nervosa

 

A bulimia nervosa é um transtorno alimentar caracterizado pelo consumo rápido e repetido de grandes quantidades de alimentos (episódios de compulsão alimentar), seguido por tentativas de compensar o excesso de alimentos consumido (por meio de vômito, jejum ou exercícios em excesso).

 

Diferentemente da anorexia,não é a magreza que chama a atenção neste distúrbio, ele atinge principalmente pessoas que tem a preocupação com o corpo e querem manter a boa forma. Quando perdem o controle, ingerem uma quantidade desproporcional de alimentos, muitas vezes às escondidas. Posteriormente, são dominadas por um profundo sentimento de culpa e remorso, buscando inúmeras maneiras para não engordar, o que acarreta em inúmeras complicações no organismo. 

 

Fatores que podem provocar a compulsão alimentar

 

Entre os fatores que podem causar o problema, podemos citar a ansiedade, a depressão, a insegurança e o excesso de privações decorrentes de dietas mirabolantes, que afetam principalmente os jovens insatisfeitos com a aparência, na tentativa de ter o “corpo perfeito”. 

 

Assim como existem pessoas completamente sem apetite em situações de estresse ou ansiedade, outras  acabam por tentar “compensar” sua frustração na comida ou, no caso das dietas, miram em um extremo (não comem nada que gostam) e acabam indo para outro extremo (comem até que se sintam desconfortáveis). A baixa autoestima, o excesso de cobranças no trabalho, e o desejo de se enquadrar em padrões estéticos impostos pela sociedade, podem resultar em comportamentos de risco.

 

Muitas delas acabam por fazer isso escondido, sentindo vergonha do que estão fazendo, sem entretanto conseguir encontrar um caminho para o controle. No entanto, vale lembrar mais uma vez: a compulsão alimentar é muito diferente de curtir o seu restaurante favorito no final de semana para relaxar! 

Neste caso, é realmente saudável ter uma refeição na sua semana onde você possa comer algo que goste e não está inclusa na sua “dieta”, é o famoso “dia do lixo”.

 

O assunto é bastante delicado e pode trazer sérios problemas à saúde. Segundo pesquisas, 60% dos pacientes diagnosticados com compulsão alimentar sofrem com a obesidade e ou diabetes, que cresceu bastante no Brasil segundo pesquisa do Ministério da Saúde.

 

Como identificar o problema?

 

É importante identificar o problema logo no início, para que assim o tratamento seja facilitado: Os principais indícios são: 

 

  • Quando o indivíduo começa a comer com pressa, sem saborear os alimentos;
  • Comer se sentir fome ou mesmo depois de estar satisfeito;
  • Comer escondido, para evitar o julgamento alheio;
  • Acordar no meio da noite para comer, o que além de ser um possível indício de compulsão, é prejudicial para o organismo, pois à noite nosso metabolismo está mais lento;
  • Se sentir triste ou culpado logo após comer.

Dicas para controlar o problema

 

O tratamento pode envolver diversos profissionais, podendo passar por terapia cognitivo-comportamental (tcc) e também por uma consulta ao nutricionista, o objetivo é fazer com que o paciente assuma o controle de sua alimentação, e não seja mais controlado por ela. Entre as dicas para serem implementadas no dia-a-dia, podemos citar:

 

  • Crie uma rotina alimentar e não fique horas sem comer. 
  • À noite, escove os dentes para evitar comer mais.
  • Se distraia, lendo um livro, meditando ou vendo alguma série ou filme.
  • Pratique alguma atividade física: são ótimas para relaxar e desestressar após um dia ruim e você ainda estará cuidando da saúde
  • Busque ajuda: converse com amigos, família e busque um profissional de saúde para lhe auxiliar. 

 

Conclusão

 

Como vimos ao longo do texto, existem doenças associadas ao transtorno da compulsão alimentar. Que é uma questão seríssima e que não pode de maneira nenhuma ser negligenciado ou virar alvo de brincadeiras. Existem caminhos para cuidar do corpo e da mente, promovendo uma verdadeira reeducação alimentar, e assim fazendo a diferença para uma melhor qualidade de vida. Precisamos importante estar atento aos sinais de ansiedade, tristeza e depressão. Não empurre o assunto para “debaixo do tapete”, por que há tratamento. 

 

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